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Mostrando postagens de julho, 2017

A vitória de Carmen Muñoz

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Ganhar a vida com sexo. Não vou falar de tabus, porque isso já tem aos montes por aí. Nem de julgamentos. Não perco meu tempo com esse tipo de coisa. Vou falar da necessidade. De uma mulher em especial. Vou falar de Carmen Muñoz. Aos 22 anos e analfabeta, Carmen chegava à cidade com mais sete crianças para sustentar. Lá, ao procurar emprego, ouviu dizer que o padre da Igreja Santa Teresa conseguia vagas como empregadas domésticas às mulheres que iam até lá. Por quatro dias Carmen esperou o tal padre. Quando conseguiu falar com ele, foi dispensada sem ajuda. Saiu chorando da igreja. Por desespero e por ser tão mau tratada pelo padre. Naquele momento, uma mulher se aproximou de Carmen e disse: “Aquele homem ali daria mil pesos se você fosse com ele”. Resistências à parte, foi assim que sua história começou pelas ruas daquela cidade: “De agora em diante, meus filhos nunca mais passarão fome”. Quarenta anos se passaram. Autoridades e cafetões exigiam sua pa...

Sabe de nada esse Washington...

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Falar sobre o empoderamento feminino é fundamental para abrir portas a novas mudanças em nossa sociedade. A entrevista de Washington Olivetto à BBC só mostrou que devemos falar ainda mais.  Até porque não vai mudar nada na vida deste senhor, que cuspiu e escarrou de forma rude. Mas vai transformar a vida de muitas mulheres. Sigamos em frente.  # juntassomosmaisfortes Uma das minhas amigas, comentou lindo: "Era uma vez, um publicitário renomado que, em pleno 2017, resolveu pensar com a bunda pra sair falando umas merdas por ai. To surpresa? Não. To chocada? Menos ainda. É só mais um que, ao invés de aproveitar o momento e usar o mercado para se renovar, resolveu ser âncora pra afundar com o próprio barco. Vá com Deus, meu filho!" Outra amiga: "Eu acho que ele nem sabe o que é consumer insight". para que você também possa acompanhar tudo o que foi dito, abaixo está a entrevista dele na íntegra.

Marquinha inspiradora – quem vai?

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Desde pequena minha fixação por fadas sempre foi além dos contos. Minha personagem favorita do desenho Peter Pan não era a Wendy Darling. Era a Tinker Bell. Fiz meu pai pendurar as mais lindas fadinhas que eu encontrava pelas lojas do centro da cidade no teto do meu quarto. Com furadeira mesmo. E ficava encantada quando eu abria a janela do meu quarto e as via balançar por causa do vento. Era uma coisa meio mágica, sabe? Quando fiz 20 anos, peguei meu carro e fui para o primeiro estúdio de tatuagem com boas referências para tatuar uma fada linda abraçando a lua nova. Até hoje não me arrependo dela.  Sete anos depois, aos 27, tatuei outra nas coisas sentada na lua quarto crescente. Outra que não me arrependo. Agora você me pergunta: por que eu estou falando de tatuagem? Porque cada pessoa tem uma imagem que inspira. Inspira tanto que quer tê-la para sempre marcada no corpo. Especialmente quando ela representa alguma coisa importante. Na verdade, as fadas n...

As histórias que não nos contaram

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Nós não somos informadas sobre essas mulheres na escola, durante centenas de aulas de História pelas quais assistimos. Até porque os símbolos são meramente masculinos: homens fortes, guerreiros, gênios, cientistas, muitas vezes desenhados como seres inalcançáveis. Quantas mulheres desse naipe você ouviu falar em sua época escolar, hein? Aliás, a gente nem escuta falar que foi durante a Revolução Francesa (tô falando de 1789) que surgiram os primeiros escritos com o conceito de “feminismo”. Foi em 1791, por exemplo, que a revolucionária ativista política (entre outros atributos) Olímpia de Gouges (pseudônimo de Marie Gouze que você vê na imagem acima pintada a óleo) compôs uma célebre declaração, proclamando que a mulher possuía direitos naturais idênticos aos dos homens e que, por essa razão, tinha o direito de participar, direta ou indiretamente, da formação das leis e da política em geral. Embora tenha sido rejeitada pela Convenção, sua declaração é o sím...

Mulheres épicas

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Gatas, garotas. Quando fiz o post de ontem falando das mulheres superpoderosas que estamos vendo crescer nas telas da série Game of Thrones, entrei em vários sites sobre épocas medievais. Achei um artigo sensacional que fala a respeito da representação feminina nas obras de fantasia épica. A redatora do texto é Marcela Tang, formada em Comunicação Social e colaboradora do blog/site Delirium Nerd. Eu poderia muito bem encher este post com vários blás sobre cada parágrafo. Por outro lado, decidi compartilhar aqui o texto na íntegra. Porque nada explicaria melhor do que os pensamentos ligados aos fatos que ela tece sobre o tema. Simplesmente fodástico. Peço licença a autora e agradeço pela mensagem tão bem construída. Vamos ao artigo.

Muito pela frente, meu amor

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Sou fã de Game of Thrones.  FÃ! Não consigo parar de ver a cena de Arya Stark antes da abertura oficial. NÃO PARO! Go, powerful girl, go! Não resisti e compartilhei a fala de Lyanna Mormont em todas as minhas redes sociais. NÃO RESISTO AINDA! Go, go, powerful girl, go! Olha o trecho aqui!!! Tá vendo como eu não resisto? As mina pira e eu tô no meio. A história de GoT está  recheada de garotas super poderosas, como a própria Daenerys Targaryen. Falando nela, a mãe dos dragões é a capa da Rolling Stones. Apesar da força que vimos em cena, ela entrega que, na maioria dos sets de filmagem que frequenta ela ainda é uma das poucas mulheres que concordam que (ainda) existe machismo sim em Hollywood. Mais: que mulheres tem menos diálogos do que homens nas telas e que são obrigadas a chegar horas mais cedo para as filmagens para passar por cabelo e maquiagem . Revoltada, ela dispara: “- Espera um segundo, você está me tratando diferente porque tenho um ...

Clitóris: continue assim, em alta

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Entra ano, sai ano, e novas descobertas surgem sobre o organismo feminino. E não precisamos ir tão longe assim, tá? Após algumas pesquisas rápidas que fiz no meio do meu expediente, o Jornal O Globo publicou uma matéria no ano passado que fala sobre uma análise publicada por uma dupla de biólogos da Universidade de Yale, nos EUA. Tem outros por aí. Estou citando apenas essa fonte. Os estudos que movimentam esse tema de forma tão ampla são baseados em pesquisas que ainda apontam que 75% das mulheres não costumam vivenciar uma explosiva sensação de prazer só com a penetração durante o ato sexual. E as sugestões que levam às possíveis conclusões desse fato não param nunca. Algumas até absurdas: orgasmo feminino é reflexo do orgasmo masculino (vamos parar, né?); orgasmo feminino é uma ação mecânica de contrações uterinas (vamos parar 2, né?); orgasmo feminino só se apresenta quando os laços de amor estão presentes (será isso uma análise ou a sinopse de algum romanc...

Um grito que tem que ser lido, ouvido e propagado

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A leitura de artigos sobre a história da humanidade relacionada às mulheres consegue mostrar quanta crueldade já sofremos. É lógico que não quero colocar a mulher em uma posição de vítima sempre. O que eu quero é compreender os processos que nos levaram à submissão irrestrita para assim entender a necessidade do grito de liberdade que impera em nossa garganta há seculos. Ou seja, quero ficar por dentro de todos os motivos que nos fazem pedir por direitos iguais. Nada é por acaso. Eu já disse sobre isso em outros posts: estou com uma proposta bem arraigada em conhecer todos os episódios pelos quais passamos ao longo dos anos. Aí, me deparo com algo que eu nunca tive acesso, porque sim, as escolas estão preocupadas em relatar a história do mundo através de uma ótica extremamente machista, com a presença marcante de reis, senhores feudais, cavaleiros, guerreiros, ministros e por aí vai. A gente senta nas mesas das salas de aulas para escutar as histórias das América...

Vingança pornô

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A matéria não é atual, mas a motivação sempre é inspiradora. A dinamarquesa Emma Holten postou, na internet, fotos dela nua. Sim, ela tinha motivos para fazer isso. E se não tivesse, definitivamente a gente tem que desmitificar essa coisa de "olha aquela lá pagando peitinho" e ainda achar graça. Pô, por que você não vai rir na cara das índias, por exemplo? Porque em uma aldeia, com certeza, o ridículo seria você, camarada machista. Porque você é esse serzinho pequeno que ainda trata mulheres como mero objeto do e para o seu prazer. Voltando a história de Emma, em uma bela manhã de Outubro de 2011, ela descobriu que estava sendo vítima de pornografia virtual elaborada pelo seu ex-namorado. Como? Da pior forma – se é que existe pior em um caso como esse. Ela passou a receber mensagens de texto chamando-a de vadia, além de ameaças graves. Aos 17 anos ela realmente tirou as fotos dentro do quarto do seu então namorado, em um momento de intimidade entre o...

Força Meninas

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Eu tenho o privilégio de saber que muitas leitoras passam por aqui. Isso só me faz sentir uma gratidão enorme. Porque comecei a me entender como mulher apenas agora, depois que resolvi dar um tempo no relacionamento em que eu estava durante 8 anos. Alguma coisa faltava. Alguma coisa gritava dentro de mim. Acho que era a tal liberdade. Não a cantada pelos pagodeiros do Só Pra Contrariar. Mas aquela onde a gente necessita soltar as amarras para ficar com a gente mesmo. Aquela liberdade contida que pede para silenciar todas as vozes que vem de fora para ouvir a nossa própria. Vejo o quanto eu precisava disso – e acho que sempre precisarei desses momentos comigo. Chega uma hora em que é necessário colocar ordem no caos que eu mesma crio. Estou aprendendo e lendo muito. Lendo e compartilhando neste espaço aquilo que eu acredito que seja interessante. Aquilo que eu acredito que me representa como mulher. Meus desejos ficaram mais claros, minhas vontades se expandi...

Conselhos de uma puta véia

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Extrema necessidade de compartilhar textos geniais como este. Porque o rótulo existe, a gente sabe. Aliás, pra tudo nessa vida existe algum tipo de julgamento. Pro bem ou pro mal.  Apesar de não concordar com a grande maioria deles, porque apontar o dedo, na minha opinião, é transferir responsabilidade e se isentar de compromissos que realmente deveriam importar, o ditado “as aparências enganam” foi retirado com veemência do meu vocabulário. O jogo segue com muita gente construindo e desconstruindo imagens completamente equivocadas daquilo que veem e acham que é (ou não é). Tenho três tatuagens (por enquanto), fumo meus cigarros no mais alto grau do estresse (ou por puro prazer), já me cadastrei em aplicativos de encontros (e voltaria se achasse que seria uma boa), falo palavrão pra caralho e a mania de ser A JUSTICEIRA ainda vai acabar comigo. Já fui julgada por um destes pontos? Ô! Se bobear em cada um deles, por pessoas diferentes. Fodam-se os palavrões, os para...