Marquinha inspiradora – quem vai?
Desde pequena minha fixação por fadas sempre foi além
dos contos.
Minha personagem favorita do desenho Peter Pan não era a Wendy
Darling. Era a Tinker Bell.
Fiz meu pai pendurar as mais lindas fadinhas que eu encontrava
pelas lojas do centro da cidade no teto do meu quarto. Com furadeira mesmo. E
ficava encantada quando eu abria a janela do meu quarto e as via balançar por
causa do vento. Era uma coisa meio mágica, sabe?
Quando fiz 20 anos, peguei meu carro e fui para o primeiro
estúdio de tatuagem com boas referências para tatuar uma fada linda abraçando a
lua nova. Até hoje não me arrependo dela.
Sete anos depois, aos 27, tatuei
outra nas coisas sentada na lua quarto crescente. Outra que não me arrependo.
Agora você me pergunta: por que eu estou falando de tatuagem? Porque cada pessoa tem
uma imagem que inspira. Inspira tanto que quer tê-la para sempre marcada no
corpo. Especialmente quando ela representa alguma coisa importante.
Na verdade, as fadas não tinham uma representação específica
na minha vida, mas sempre fui fascinada por elas. Na simbologia, elas
representam os poderes do espírito e as capacidades mágicas da imaginação. Em
uma perspectiva psicológica, também simboliza o desejo de construir ou alcançar
projetos e desejos inalcançáveis.
Seja ela para representar algo que amamos ou para enviar uma
mensagem, está rolando vários posts no Instagram de um design em especial: uma
pequena coroa.
Vira e mexe, eu tenho visto algumas personalidades com a
imagem tatuada em alguma parte do corpo e pensei: “outra modinha”.
Mas não. A quantidade de fotos postadas com essa coroinha
tem um significado e começou, ao que parece, no ano passado com a modelo
feminista Constance Hall.
Também blogueira, Constance trabalha arduamente em chamar a
atenção da sociedade para toda e qualquer discussão sobre gêneros e padrões.
Da sua posição filosófica sobre mulheres e a motivação de
estar conectada com todas, a modelo abraçou suas seguidoras e luta para que nos
tratemos como irmãs. Palavras como sisterhood e “queening” sempre aparecem em
seus posts.
Inspirada na ideia, uma de suas seguidoras resolveu tatuar a
mesma coroa. E, assim, o pequeno desenho foi transformado em sinônimo de
feminismo, empoderamento e apoio, com milhares de outras seguidoras repetindo o
mesmo desenho em partes diferentes do corpo.
Constance frisa:
"Ser uma rainha não é apenas um compromisso de apoiar a merda de outras rainhas, como também o de apoiar a si mesma, reconhecer a mulher que existe em você e não parar de amá-la".




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