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Mostrando postagens de setembro, 2017

Quando me amei de verdade

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Quando me amei de verdade - de Kim e Alison McMillen Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato. E então, pude relaxar. Hoje sei que isso tem um nome: Autoestima. Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades. Hoje eu sei que isso é Autenticidade. Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento. Hoje chamo isso de Amadurecimento. Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo. Hoje eu sei que o nome disso é Respeito. Quando me amei de verdade comecei a me livrar de t...

O machismo presente na alta gastronomia

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Sou viciada em séries. Vejo todas. Até aquelas que não gosto para, no final, falar, não gostei por causa disso, disso e disso. Poucas são as que deixo de ver. Uma que eu simplesmente AMEI é Chef´s Table (dá até vontadinha de colocar um avental e começar a me aventurar pela cozinha da minha casa...rs). Amei porque me deslumbro com a criatividade e onde os chefs de cozinha buscam inspiração. No episódio um da primeira temporada, o chef Massimo Bottura buscou a sua em uma galera de arte, assim como o renomado Grant Achatz, na segunda temporada, encontrou a sua na magia. É uma coisa de louco! As minhas razões para acompanhar param por aí. Porque, mais louco do que atentar para as diferentes causas que levam ao estímulo de criar é a quantidade de mulheres que fazem parte de cada temporada: uma na primeira e duas na segunda e terceira. Pior do que esta constatação, é evidenciar que, ainda como estrelas premiadas da mais alta gastronomia, mulheres sofrem o machismo opress...

Meu direito de ir e vir

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Após sofrer um estupro dentro de um Uber, a escritora Clara Averbuck escreveu, no dia 5 deste mês, uma matéria para o blog #AGORAÉQUESÃOELAS , hospedado na Folha de São Paulo. O texto – como um desabafo – fala sobre a importância da educação, a construção da masculinidade, punição, Delegacia da Mulher e a propagação da criação da hashtag #MeuMotoristaAbusador . O texto está abaixo. E vale à pena cada palavra. ________________________________________________________________ A palavra é minha arma POR #AGORAÉQUESÃOELAS Por Clara Averbuck* Foram noticiados alguns casos de violência contra a mulher na semana passada. Friso “noticiados” porque casos assim ocorrem todos os dias, a toda hora, e os números são assustadores. Não foi uma semana atípica. Esses casos são constantes. E o que mais vimos foi a sede de vingança, de dar o troco. “Castra! Estupra! Mata!” Não precisamos de castração para estupradores. Isso é coisa de sádico que ainda tem a coragem de ar...

O BDSM te faz menos feminista?

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O motivo deste post começou assim: “Você não é menos feminista por gostar de atos sexuais pornográficos” Pois é, este foi o título de uma matéria publicada pela Glamour U.S. O grande pivô deste texto que escrevo agora. E sabe o que mais me interessou? Essa relação construída em cima do feminismo e a pornografia. Li, pensei, fiquei intrigada, porque sei o quanto a indústria pornográfica explora mulheres e jovens meninas. E não precisa pesquisar na internet para ter certeza isso. No Netflix, o documentário Hot Girls Wanted mostra bem a forma como jovens são tratadas, desde a falta do uso da camisinha durante a cena (para ganhar algum dinheiro a mais que será somado ao cachê) até o atrito violento do ato sexual em si, causando sérias consequência e inflamações vaginais. Nas dezenas de páginas que pesquisei – e quanto mais eu pesquisava, mais me sentia impedida a escrever sobre algo que mais parece uma sequência de abusos – minha cabeça viajava. Viajou tanto até que me v...

Quem tem medo do empoderamento feminino?

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Quero começar do começo, porque pretendo entender tudo direitinho. Cada dia que passa leio mais sobre o assunto. A cada dia surgem pautas e mais pautas e discussões e polêmicas sobre o termo que definiu o título dese post (tks, God!). isso quer dizer que estamos andando pra frente – que assim seja sempre. O movimento do empoderamento é uma consequência das conquistas femininas, que deve ser estimulado em TODAS AS FRENTES de atuação. Embora muitas, como eu, tenhamos certeza de que passamos a ouvir sobre isso de uns três anos pra cá, o movimento de liberação das mulheres começou muito antes. Segundo o site Mulheres Empreendedoras, o embrião do termo teve seu início em 1960. Porém, o documento que traz os Princípios do Empoderamento das Mulheres , foi lançado pela ONU em 2010, e tem servido de referência para o mundo corporativo. A gente sabe que esse debate deve ir muito além disso, mas ainda é muito restrito. Prova disso é o workshop em que estive presente há d...