Quem tem medo do empoderamento feminino?
Quero começar do começo, porque pretendo entender tudo
direitinho. Cada dia que passa leio mais sobre o assunto. A cada dia surgem
pautas e mais pautas e discussões e polêmicas sobre o termo que definiu o título dese post (tks, God!).
isso quer dizer que estamos andando pra frente – que assim seja sempre.
O movimento do empoderamento é uma consequência das
conquistas femininas, que deve ser estimulado em TODAS AS FRENTES de atuação.
Embora muitas, como eu, tenhamos certeza de que passamos a
ouvir sobre isso de uns três anos pra cá, o movimento de liberação das mulheres
começou muito antes. Segundo o site Mulheres Empreendedoras, o embrião do termo
teve seu início em 1960.
Porém, o documento que traz os Princípios do Empoderamento
das Mulheres, foi lançado pela ONU em 2010, e tem servido de referência para o
mundo corporativo.
A gente sabe que esse debate deve ir muito além disso, mas
ainda é muito restrito. Prova disso é o workshop em que estive presente há dois
meses. Quando fui discutir sobre um tema que envolvia mulheres (óbvio!) e coloquei o termo empoderamento na roda, uma das
presentes disse:
- Eu odeio esse termo, porque parece que temos que elevar a
mulher à presidência das corporações.
Susto. Pausa. Respira. Argumenta o ponto-de-vista da participante. Na sequência, ela
emendou:
- Olha, eu trabalho na ONU Mulheres e isso é limitado a esse
ambiente.
Quase dei uma de Bela Gil: “Que tal substituir a palavra
empoderamento por protagonismo?”. Mas, depois dessa carteirada, fiquei quieta.
Pensei: “Quem sou euzinha aqui diante de uma representante dessa entidade, né
não?”.
Não, não é. Limitação é coisa da cabeça dessa moça que
trabalha lá e não enxerga ali na frente. Concordo que o pontapé foi dado na
Organização das Nações Unidas e, inegavelmente, vem provocando mudanças
positivas nesse cenário.
Por outro lado, o alcance é e deve ser maior. Vou citar uma
frase que li no próprio site ao qual me referi acima: “Se a sociedade como um todo
reconhece o papel da mulher como agente do desenvolvimento econômico, social e
cultural, o empoderamento feminino não deve se restringir apenas às empresas. A
discriminação e barreiras impeditivas do desenvolvimento profissional e pessoal
(da mulher) não estão presentes apenas nas empresas”.
Empoderar é sentir e ter plena consciência dos nossos
direitos e deveres como qualquer bicho homem. Empoderar mulheres é promover a
total igualdade de gênero, conceder o poder de participação em qualquer
cenário, principalmente nos aspectos que relacionados a nós mesmas.
Empoderar-se é tomar poder sobre si, sobre o próprio corpo, sobre os próprios
atos, sobre a própria etnia, sobre a liberdade que nos é tirada.
Achei outro texto interessante sobre a diferença entre
empoderamento e feminino e feminismo – no final das contas, um é consequência
do outro – mas vamos lá:
Se você quiser conhecer os princípios criado pela ONU
Mulheres, coloquei abaixo. Fique à vontade!
Os Princípios do Empoderamento das Mulheres
Lançado
durante a Assembleia Geral da ONU em julho de 2010, junto a uma série de outras
medidas, ONU Mulheres e o Pacto Global criaram os Princípios de Empoderamento das Mulheres, com as
seguintes diretrizes:
1. Estabelecer
liderança corporativa sensível à igualdade de gênero, no mais alto nível.
2. Tratar todas as mulheres e homens de forma justa no trabalho, respeitando e apoiando os direitos humanos e a não-discriminação.
3. Garantir a saúde, segurança e bem-estar de todas as mulheres e homens que trabalham na empresa.
4. Promover educação, capacitação e desenvolvimento profissional para as mulheres.
5. Apoiar empreendedorismo de mulheres e promover políticas de empoderamento das mulheres através das cadeias de suprimentos e marketing.
6. Promover a igualdade de gênero através de iniciativas voltadas à comunidade e ao ativismo social.
7. Medir, documentar e publicar os progressos da empresa na promoção da igualdade de gênero.
2. Tratar todas as mulheres e homens de forma justa no trabalho, respeitando e apoiando os direitos humanos e a não-discriminação.
3. Garantir a saúde, segurança e bem-estar de todas as mulheres e homens que trabalham na empresa.
4. Promover educação, capacitação e desenvolvimento profissional para as mulheres.
5. Apoiar empreendedorismo de mulheres e promover políticas de empoderamento das mulheres através das cadeias de suprimentos e marketing.
6. Promover a igualdade de gênero através de iniciativas voltadas à comunidade e ao ativismo social.
7. Medir, documentar e publicar os progressos da empresa na promoção da igualdade de gênero.
P.S.: Se você quiser ler a íntegra das fontes deste post, estão
aqui:
1 – Site Mulheres Empreendedoras – CLIQUE AQUI para ler a
matéria Empoderamento das Mulheres
2 – Site Impact Hub – CLIQUE AQUI para a matéria de onde
tirei o trecho que fala sobre a diferença entre empoderamento feminino e
feminismo



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