Mundo digital a favor da segurança da mulher
A fonte é do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica
Aplicada): “a cada 90 minutos, uma mulher morre por agressões de parceiros ou
ex”.
Pois é. O número de feminicídios é bem alto. E a tecnologia
pode estar ao nosso lado em momentos onde precisamos de socorro. Não só em
situações de ajuda momentânea, mas alguns aplicativos foram desenvolvidos com a
capacidade de facilitar uma denúncia de violência de maneira imediata.
Em alguns Estados brasileiros já existe um dispositivo móvel
com botão de pânico que aciona a polícia em caso de emergência. Porém, ele só
está disponível para vítimas de violência doméstica que estão sob medidas
protetivas. Agora, segundo matéria da revista Carta Capital, essa possibilidade
foi estendida a outras mulheres.
Os aplicativos para celular PLP 2.0 e o Vamos Juntas
acionam, com apenas um clique, amigos e familiares selecionados pela usuária
quando necessário. Eles emitem alarmes e compartilham a localização da mulher
sem que ela precise digitar ou falar. O PLP 2.0, para as mulheres sob
medida protetiva, ainda aciona a polícia e grava imagens e sons, que podem
ser usados como prova.
Já o app Bem Querer Mulher possibilita atendimento às
mulheres vítimas de violência, com auxílio de outras mulheres que orientam,
acompanham aos serviços de apoio e à delegacia, e oferecem ajuda psicológica. Além disso, disponibiliza informações sobre direitos, indica
serviços de atendimento próximos e permite ligar para o 180, serviço de
atendimento a mulheres, com um clique.
No Piauí foi lançado, em março deste ano, o aplicativo Salve
Maria, que além de todas as funções dos outros dispositivos, ainda permite
fazer denúncias anônimas com áudio, fotos, vídeos e localização. O intuito é
permitir que se peça socorro, mas também ofereça ajuda.
Mulher no volante e no banco do passageiro
E a tecnologia não para por aí. Muitos aplicativos de
transporte também foram feitos e idealizados apenas para nós.
Criados em março desse ano, o Lady Driver e o Nüshu garantem
a segurança de ambas que estão dentro do veículo, ou seja, da motorista e da
que fez o chamado. O mais legal é que apenas mulheres podem se cadastrar para
solicitar o carro.
Já o FemiTáxi, que cobre São Paulo e Belo Horizonte, aceita
o pedido de homens, porém estes devem estar acompanhados de uma mulher.
Existe um debate muito grande acerca do perigo do sectarismo
que a sociedade corre, usando o apelo desses tipos de ferramentas exclusivamente
femininas para causar medo na mulher ao invés de empoderá-la.
De acordo com a advogada e feminista há 30 anos, Rosana
Chiavassa: “Temos que partir da nossa premissa da Constituição Federal. Ninguém
é culpado antes de todo processo legal. E pensamos ‘já que qualquer homem é potencialmente
agressor, vamos nos isolar’. Isso é um erro. Nem todo homem é agressor”.
Na minha humilde opinião, seguidora e leitora de inúmeros
artigos sobre tudo o que envolve o universo feminino, vejo que não há ainda uma
discussão de gêneros nas escolas. Como a própria advogada cita na matéria da
Marie Claire, “qualquer criança de 10 anos já está instruída para a menina ser
princesa, o menino Super-Homem”.
Se não há mudança na educação – e nem uma proposta séria
para que esse tipo de papo se torne vigente – não há como esperar ser morta para saber se o homem
ao nosso lado é um agressor ou não.
A segregação é triste. É. E os números de violência contra a
mulher que só crescem também.
________________________________________________________________
P.S.: se você quiser ler a íntegra das fontes que me baseei para escrever este texto, estão aqui:
1 - Carta Capital - CLIQUE AQUI paras ler a matéria "A tecnologia no combate à violência contra a mulher"
2 - Marie Claire Brasil - CLIQUE AQUI para ler a matéria "Mulher no volante: multiplicam-se apps de transporte exclusivo para mulheres"
3 - Marie Claire Brasil - CLIQUE AQUI para ler a matéria "Estamos fazendo o que a cultura machista quer"
________________________________________________________________
P.S.: se você quiser ler a íntegra das fontes que me baseei para escrever este texto, estão aqui:
1 - Carta Capital - CLIQUE AQUI paras ler a matéria "A tecnologia no combate à violência contra a mulher"
2 - Marie Claire Brasil - CLIQUE AQUI para ler a matéria "Mulher no volante: multiplicam-se apps de transporte exclusivo para mulheres"
3 - Marie Claire Brasil - CLIQUE AQUI para ler a matéria "Estamos fazendo o que a cultura machista quer"





Comentários
Postar um comentário