Eu acredito que possamos somar


Ontem, fiz um post nas contas do Facebook e Instagram da Segredos de Anita que estava em minha agenda há duas semanas. Minha troca de trabalho foi um alvoroço e eu queria muito sentar para ler uma matéria publicada pela Teen Vogue antes de tomar qualquer atitude precipitada sobre um movimento masculino que está rolando no twitter.

Bom, o post ao qual me refiro mostra a imagem de algumas das 32 vítimas de abuso do produtor de cinema Harvey Weinstein. Os posts estão aqui:


Não quero falar sobre esse cretino, sujo e vagabundo (pra não citar todos os palavrões que ele merece). Muita gente já fez isso e sabemos qual é - ou pelo menos deveria ser - o lugar desse monstro.

Estou aqui para falar sobre a matéria da Vogue que cita, além do benefício de as vítimas trazerem à tona um sujeito “fora dos paradigmas” de um abusador e estuprador, um movimento que une as vozes de sobreviventes de ataques de assédio - só um parênteses: não acho que existe abusador dentro ou fora de paradigmas, tá? Ou você é ou não é. Ponto final. Óbvio que existe um perfil padrão psicológico e tals, mas esse lance de acima de qualquer suspeita não rola.

Voltando. O movimento está presente nas mídias sociais representado pela #MeToo, e uma avalanche de celebridades tem continuado as postagens compartilhando suas histórias pessoais.

Sim, esta é uma atitude encorajadora!
Ao nos recusar ao silêncio, ajudamos a quebrar o 
estigma em torno do assédio sexual, responsabilizando 
de fato os perpetradores.
Em resposta às postagens femininas seguidas pela hashtag MeToo, alguns homens aparecem twittando #HowIWillChange, oferecendo formas de ajuda ativa na mudança da cultura do estupro.

Como? Ideias incluindo doações para abrigos femininos, reportando um suspeito de estupro e confrontando observações sexistas. E, o mais importante: não questionar as vítimas quando compartilham suas histórias de abuso. 


Eu acredito que possamos somar sempre. Eu espero acreditar que esse escândalo (mais um entre milhões), possa fazer a diferença (nem que pequena) em mudanças socioculturais. 
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P.S.: CLIQUE AQUI se quiser ler a íntegra da matéria da Teen Vogue U.S. "I´m a Rape Survivor", cuja qual me baseei para fazer este post.

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