Sim, a gente some. Qual é o problema?
É uma bosta. Eu sei que é. Mas a gente tem que aprender a viver sem, a
desapegar e se desapegar também. A gente sofre menos por pessoas e situações
que simplesmente não somam. Somaram um dia. Não somam mais hoje.
Qual é o problema? A culpa? Então, vem cá. Esqueça a palavra descarte. Não
estou falando disso ou dessa forma, como se as pessoas com que nos relacionamos
se tornassem, um dia, uma lata usada de refrigerante. Estou falando que você
muda, eu mudo, as pessoas mudam. Aceitar a fase de cada um, e a nossa própria,
é o melhor acordo que fazemos conosco. Se teve amor, respeito, compreensão e/ou
carinho por um dia, um ano ou vários, já tá valendo. Relação saudável sempre
vale.
Pensei muito quando li o texto abaixo. Porque já tive amigas de infância,
já convivi com mulheres exemplares – e outras não – ao meu lado, já contei com uma
parceria fudidamente fantástica em uma única noite longa regada à cerveja, já tive
uma ligação grande com colegas de faculdade.
Aprendi com todas. E não me penalizo porque minhas amigas de infância,
quando engravidaram e criaram o grupo das mães-casadas-com-filhos, me deixaram
de lado porque eu sempre fui a solteirona-porra-lôca. Nunca pensei seriamente
em ter filhos e, hoje, isso já não me atinge como naquela época.
Não me entristece ver os posts no Instagram das garotas mais inteligentes
da faculdade que, em duplas ou trios, foram para as agências de publicidade mais
fucking-power do universo e mantem contato depois de dezessete anos. Por outro lado, eu sempre fui chamada para os estúdios de criatividade que estavam começando no fundo do quintal. Meu Instagram tem rostos diferentes a cada pulada de galho que dou. Trabalho é trabalho.
Não me culpo pelo distanciamento das amigas de adolescência que curtem
passar o ano inteiro ensaiando para o desfile das escolas de samba em
fevereiro. Não é a minha praia. Não vou passar por cima de mim mesma e ficar
em uma quadra todos os dias da semana para vestir uma fantasia. Juro, eu prefiro minha parte num boteco.
Com o tempo a gente vai amadurecendo e entendendo como a gente funciona,
onde o peito acelera e onde as risadas são mais soltas. É aí eu penso: “Eu não
apareci porque eu não quis”.
Lindo é poder assumir o seu real momento com a alma lavada. Tudo isso por causa do texto que li, o qual disponibilizo pra você poder se inspirar também.
“Você sumiu.”
“Oi sumido.”
“Nossa hein... você some.”
Acho engraçado - cada vez - que ouço isso.
Afinal, ninguém some.
A não ser que esteja na lista da Lava Jato. É simples: se eu não apareci, a pessoa, em questão, também não. E acredite, isso não é ruim. Faz parte da vida.
Cada um tem suas coisas.
Novas pessoas surgem, outras vão embora; entram em extinção.
É um ciclo natural, sempre foi assim, antes mesmo do 4G e do celular de 2 chips.
Obviamente que procuramos guardar umas, liberar outras. Ninguém é bobo.
Fazemos isso por interesse. O que não quer dizer que sejamos interesseiros. Interesseiro é aquele que enxerga a oportunidade antes da pessoa. Interesse é a vontade de enxergar a pessoa antes da oportunidade. Falo de interesse na pessoa em si.
Mas, em épocas de muito contato e pouca intimidade, é fácil encontrar esses “mantenedores”. O tipo de gente que some mas faz questão de dizer, antes de você, que você sumiu.
Gente que se coloca à disposição, mas está quase sempre ocupada, ou melhor, correndo (muito). O que tem de maratonista por aí...
E que adora dizer: precisamos marcar, hein?
A bem que a verdade é que não precisamos. Vai por mim... seremos mais felizes assim.
Sem projetar amizades que não existem, apostar em parcerias que inexistem, investir em amores que nunca começam.
Acredite, frustração é pior que decepção. Essa é a verdade.
Por isso, prefiro as pessoas que dizem “oi”. Aquelas que não tem compromisso com o tempo verbal. E que não criam situações nem contextos imaginários. Gente que simplesmente acena e pergunta:
“que cê tá fazendo?”
“Oi sumido.”
“Nossa hein... você some.”
Acho engraçado - cada vez - que ouço isso.
Afinal, ninguém some.
A não ser que esteja na lista da Lava Jato. É simples: se eu não apareci, a pessoa, em questão, também não. E acredite, isso não é ruim. Faz parte da vida.
Cada um tem suas coisas.
Novas pessoas surgem, outras vão embora; entram em extinção.
É um ciclo natural, sempre foi assim, antes mesmo do 4G e do celular de 2 chips.
Obviamente que procuramos guardar umas, liberar outras. Ninguém é bobo.
Fazemos isso por interesse. O que não quer dizer que sejamos interesseiros. Interesseiro é aquele que enxerga a oportunidade antes da pessoa. Interesse é a vontade de enxergar a pessoa antes da oportunidade. Falo de interesse na pessoa em si.
Mas, em épocas de muito contato e pouca intimidade, é fácil encontrar esses “mantenedores”. O tipo de gente que some mas faz questão de dizer, antes de você, que você sumiu.
Gente que se coloca à disposição, mas está quase sempre ocupada, ou melhor, correndo (muito). O que tem de maratonista por aí...
E que adora dizer: precisamos marcar, hein?
A bem que a verdade é que não precisamos. Vai por mim... seremos mais felizes assim.
Sem projetar amizades que não existem, apostar em parcerias que inexistem, investir em amores que nunca começam.
Acredite, frustração é pior que decepção. Essa é a verdade.
Por isso, prefiro as pessoas que dizem “oi”. Aquelas que não tem compromisso com o tempo verbal. E que não criam situações nem contextos imaginários. Gente que simplesmente acena e pergunta:
“que cê tá fazendo?”
(Emille Kisar)


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